Hoje, mais que do nunca, cada um de nós tem o dever de contribuir para melhorar a comunidade em que vive. Como professor de Engenharia do Ambiente, sinto uma responsabilidade especial na temática ambiental.
data: 05-01-2015
Porque sou ambientalista e voluntário
Caloiro universitário aos 18 anos, eu era o mais jovem do grupo de fundadores do GEOTA.
Na altura, tinha duas motivações principais: no GEOTA discutiam-se temas inovadores e excitantes, como inventar uma política de Ambiente para Portugal; e era uma experiência diferente da Universidade, uma ligação imediata ao “mundo real”.
Nos anos seguintes, adquiri a consciência e o conhecimento científico da importância do Ambiente, na dupla dimensão patrimonial e de suporte do desenvolvimento. Também aprendi o papel essencial da intervenção cívica e do trabalho associativo, como contrapeso ao poder económico e político-partidário.
Mais tarde, sobretudo depois de ser pai, percebi a essência da sustentabilidade. A minha proposta de definição: desenvolvimento sustentável é deixarmos aos nossos filhos e netos um mundo onde eles se possam orgulhar dos seus pais e avós.
Hoje, mais que do nunca, sinto que cada um de nós tem o dever de contribuir para melhorar a comunidade em que vive. Como professor de Engenharia do Ambiente, sinto uma responsabilidade especial na temática ambiental.
O futuro não está nos astros, não é negro nem cor-de-rosa. O futuro constrói-se no presente, com o nosso trabalho voluntário e cooperante.