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Uma sugestão para celebrar o Dia Nacional do Mar
O GEOTA convida todos os cidadãos a juntarem-se à campanha do Coastwatch no Dia Nacional do Mar.

data
: 15-11-2017

Uma sugestão para celebrar o Dia Nacional do Mar
Lisboa, 15 de novembro de 2017
O dia 16 de novembro é uma data comemorativa da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), em vigor em Portugal desde 14 de Outubro de 1997, sendo o dia 16 de Novembro instituído pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 83/1998, de 10 de Julho como o Dia Nacional do Mar.
Com o projecto de extensão da plataforma continental, a área submersa passa a 40x da área terrestre. Essa responsabilidade expandida de gestão refere-se, essencialmente, aos fundos marinhos e aos recursos minerais onde o Estado Costeiro poderá exercer direitos de soberania e jurisdição sobre o solo e sub-solo marinhos, não se transmitindo à coluna de água que os submerge.
Relevando a importância estratégica e económica da expansão da plataforma continental e de uma Estratégia Nacional para o Mar como desígnio nacional, o país continua a viver muito de costas voltadas para o mar, na decisão política, no investimento económico, na segurança e defesa nacional, na dinâmica dos privados e, principalmente, na iliteracia ambiental para o mar e o litoral.
É sinonimo dessa iliteracia e desrespeito o tipo de materiais que se pode observar numa limpeza de praia após a época balnear e que constituem risco ambiental e de saúde pública: “beatas” de cigarros, paus de cotonetes, plásticos com ou sem resíduos de alimentos, restos de embalagens de todo o tipo, fraldas e pensos higiénicos usados, garrafas ou copos partidos, etc., materiais que depois, que depois, devido à ação das marés e de fatores meteorológicos como o vento, podem ser mobilizados, podem ser mobilizados para o mar. Mas há outros exemplos que constituem perigo para os animais marinhos e que vivem nas zonas de transição, como as “redes fantasma”, restos de aparelhos de pesca e outros materiais.
Os mares e os oceanos sofrem os efeitos da pressão da atividade humana a grande e a pequena escala e com isso, contribuem com graves acidentes climáticos, poluição e perda de biodiversidade marinha:
·         Emissões de gases de efeito de estufa alteram o clima, fazendo com que a atmosfera aumente a temperatura média e esse excesso se transmita à dinâmica mar-atmosfera, com eventos climáticos extremos mais frequentes e destrutivos;
·         A alteração da composição química dos oceanos e da acidificação, pela alteração da composição da atmosfera provoca a destruição de ecossistemas marinhos muito sensíveis, como os corais;
·         A alteração da temperatura do mar e das correntes, bem como o tráfego marítimo internacional favorecem a introdução de espécies invasoras que põe em causa a biodiversidade dos ecossistemas costeiros;
·         O aumento da dinâmica do mar aumenta sobrelevação em caso de tempestade e o risco de inundações costeiras e de erosão do litoral;
A poluição química das indústrias, agricultura, esgotos domésticos não tratados, despejo de resíduos no mar, nomeadamente, a poluição por plásticos, que forma já grandes ilhas de resíduos capazes de serem visualizadas por satélite, e a poluição por microplásticos, contaminando a cadeia alimentar, com efeitos ainda imprevisíveis.
No que toca à proteção dos recursos marinhos e dos oceanos, o GEOTA participa de várias plataformas e organizações nacionais e internacionais:
 
O GEOTA desenvolve vários projetos importantes de educação ambiental para a sustentabilidade e ciência cidadã ligados ao litoral e ao mar:
·         Projeto Coastwatch, para a monitorização das condições ambientais do litoral, com a participação de grupos de cidadãos e instituições, que vai já na sua 28ª campanha, este ano (2017/2018) com o tema: “Deixa a Tua Praia Respirar” (https://coastwatchnacional.wixsite.com/coastwatch-portugal ), tendo de se fazer o destaque para o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República para esta campanha;
·         O projeto Under Water Watch, visando a monitorização do lixo marinho nas zonas subtidais, em fase de lançamento durante 2017.
Concluindo, o mar é uma fonte de recursos valiosa, mas finita, frágil e ainda muito desconhecida, onde é fundamental o papel dos cidadãos e das organizações da sociedade civil  na informação, participação, ciência cidadã, sensibilização para se criar uma verdadeira literacia nacional para o mar.
Um país que desconhece ou que não valoriza o seu território marítimo é incapaz de se gerir e de gerir os seus recursos, ficando sujeito às decisões e estratégias de terceiros.
O GEOTA convida todos os cidadãos a juntarem-se à campanha do Coastwatch no Dia Nacional do Mar.
 
Sustenturis
UnderWater Watch
     
desenvolvido com
Senso Comum lda
O GEOTA é uma associação de defesa do ambiente, de âmbito nacional e sem fins lucrativos, em actividade desde 1981