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Comunicado de Imprensa - Obras da nova sede da EDP movimentam solos contaminados
EDP volta a mostrar desprezo pelo Ambiente ao enviar resíduos contaminados da obra da nova sede para pedreira nos arredores de Lisboa

data
: 08-11-2012

EDP volta a mostrar desprezo pelo Ambiente ao enviar resíduos contaminados da obra da nova sede para pedreira nos arredores de Lisboa
Comunicado de Imprensa
 
Lisboa, 8 de Novembro de 2012
 
A EDP está a construir a sua nova sede na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, no local onde operou a primeira central termoeléctrica da capital, no início do século XX. A antiga central queimava, entre outros combustíveis, derivados de petróleo. Esses contaminantes são susceptíveis de contaminar os solos e a água sendo de elevada perigosidade para o Ambiente. O GEOTA apurou que os resíduos das fundações, parte deles contaminados, foram durante os últimos meses encaminhados para a pedreira de Santa Olaia, em Vialonga, tendo sido classificados como inertes pelo dono da obra, a EDP. O substrato desta pedreira é de natureza calcária, muito permeável, com elevado risco de contaminação das águas subterrâneas.
Após pedir esclarecimentos aos responsáveis pela pedreira em causa, à Agência Portuguesa do Ambiente, à Câmara Municipal de Lisboa, à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, o GEOTA conclui que:
1.   Verificou-se a presença de solos contaminados, designadamente com hidrocarbonetos, no local da obra;
2.   A EDP enviou os resíduos da obra para a pedreira de Santa Olaia, durante cerca de um mês, sem informar os responsáveis da pedreira, ou qualquer outra das entidades contactadas, acerca do risco de contaminação;
3.   A EDP não cumpriu, ou ignorou os resultados, do exposto no Plano de Pormenor do Aterro da Boavista Nascente (Diário da República, 2.ª série – Nº 20 – 27 de Janeiro de 2012), no seu artigo 10º, Contaminação de Solos, “ 1 - Os solos escavados nos quarteirões Sul do Plano, nomeadamente nas parcelas P3.8 e P3.9 deverão ser objeto de estudo de caracterização para avaliação de eventual contaminação, da respetiva perigosidade e seleção do destino final adequado de acordo com o estipulado no Decreto-Lei n.º 178/2006, de 5 de setembro, e demais legislação aplicável.
A EDP, enquanto se apresenta publicamente como “uma das empresas energéticas mais sustentáveis do mundo”, volta a demonstrar uma chocante ausência de valores ambientais. Uma vez mais, como nos habituou no Programa Nacional de Barragens, a EDP não hesita em degradar recursos essenciais ao País, para servir interesses próprios de curto prazo. Num momento de recessão económica acentuada, a EDP aposta em construir uma nova sede e em gastar verbas avultadas em publicidade enganosa, mas despreza a obrigação de garantir que os seus resíduos não afectarão o ambiente e a saúde pública.
A EDP deve ser responsabilizada pela sua conduta por quem tem o dever de zelar pelo cumprimento da Lei e pela salvaguarda dos recursos naturais — as autoridades de inspecção, o Ministério Público.
 
     
desenvolvido com
Senso Comum lda
O GEOTA é uma associação de defesa do ambiente, de âmbito nacional e sem fins lucrativos, em actividade desde 1981