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Dia Mundial da Alimentação - Comunicado de Imprensa
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Maus hábitos alimentares dos Portugueses prejudicam a saúde e o ambiente

data
: 16-10-2012

Comunicado de Imprensa
Maus hábitos alimentares dos Portugueses prejudicam a saúde e o ambiente
 
Lisboa, 12 de Outubro de 2012.
No Dia Mundial da Alimentação, o GEOTA apela a uma mudança de hábitos e de políticas no que diz respeito à alimentação. A produção e o consumo de alimentos provocam graves impactes ambientais e mitigar esses impactos traria também benefícios substanciais para a saúde. A pensar nisso a Comissão Europeia está a considerar declarar 2014 como o “Ano Europeu Contra o Desperdício Alimentar”.
A nível mundial verifica-se um fosso cada vez maior entre os que passam fome e os que sofrem de obesidade como uma parte já importante da população. A produção de alimentos a nível mundial é suficiente para alimentar toda a população, mas está mal distribuída.
Enquanto os nutricionistas e outros profissionais da área da saúde apontam os perigos de uma alimentação desequilibrada, há que notar também que o consumo excessivo de alimentos, em particular de alimentos de origem animal, tem graves efeitos no ambiente.
Comer menos carne e mais fruta e legumes contribuiria para um estilo de vida mais saudável, uma menor dependência das importações e representaria uma redução das emissões de GEE.
João Joanaz de Melo, Presidente do GEOTA: “não precisamos todos de nos tornar vegetarianos, mas devemos sim considerar os efeitos para a saúde e para o ambiente dos nossos padrões de consumo. Cabe a cada cidadão fazer escolhas conscientes no que diz respeito à alimentação da sua família, mas cabe também ao Governo adotar medidas que incentivem uma alimentação mais saudável e mais sustentável.”
Entre as medidas propostas pelo GEOTA, destacam-se:
·                    Uma etiqueta verde para os produzidos localmente e disponibilizados na época (num raio de cerca de 100 km);
·                    Diferenciação fiscal dos produtos insustentáveis utilizados na agricultura e superembalados para os mercados e em que há alternativas concretas e viáveis (em sede de IVA e de taxas sobre as embalagens não retornáveis).
·                    Promoção externa do valor e da marca das espécies regionais (fruta, legumes, espécies animais e respetivos produtos e derivados) de cultivo e produção orgânicas como produtos de excelência para exportação, com relevo à sua diversidade ecom o devido apoio dos organismos públicos, coordenando necessariamente os organismos do MAMAOT e do turismo e do comércio externo;
·                    Implementação de uma estratégia consistente de requalificação das paisagens urbanas e periurbanas visando a manutenção da fertilidade do solo, a segurança alimentar, a preservação do nosso suporte de vida;
Uma moratória a impedir o uso de solo vivo para qualquer outro que não seja a produção de alimentos ou de bioprodutos para a atividade económica.
 
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