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Dia Mundial da Alimentação
O Mundo debate-se com cada vez menos solo disponível para alimentação!

Há alimentos para todos mas mal distribuídos! É possível e desejável baixar o impacte ambiental da alimentação.

data
: 14-10-2011

 
Dia Mundial da Alimentação
16 Outubro - Domingo
 
O Mundo debate-se com cada vez menos solo disponível para alimentação!
 
Há alimentos para todos mas mal distribuídos! É possível e desejável baixar o impacte ambiental da alimentação.
 
Lisboa, 14 de Outubro de 2011
 
1.           No fim de Outubro seremos 7 mil milhões de pessoas no planeta Terra. Segundo a Organização Mundial da Alimentação e Agricultura - FAO, em 2007 produziram-se alimentos suficientes para alimentar 11 mil milhões de pessoas, mais do que a população prevista para o ano 2 050. No entanto, há mais de mil milhões de pessoas subnutridas e outro tanto que ingerem alimentos em excesso. Integra este último grupo uma parte importante da população portuguesa.
2.           O mundo debate-se com uma diminuição dos solos disponíveis para a agricultura e Portugal não é excepção. As nossas principais cidades estão implantadas sobre os solos mais férteis. A dispersão urbana alastrou sobre os solos mais férteis acabando com este recurso natural mais precioso e de difícil renovação. As barragens, ao inundarem os solos das várzeas mais férteis são um factor adicional de competição pelos recursos produtivos. O GEOTA denuncia que Programa Nacional de Barragens (PNBEPH) é, além de um absurdo económico, um atentado ambiental e um grave factor de diminuição dos solos agrícolas disponíveis.
3.           A perda de biodiversidade em geral e da alimentar em particular é uma ameaça a que devemos estar atentos. Cada vez a nossa alimentação está concentrada em apenas meia dúzia de alimentos, promovendo-se as monovariedades genéticas, pondo em risco a capacidade de resistir a eventuais pragas futuras. Também a aposta nos organismos geneticamente modificados é uma ameaça crescente que pode perigar as variedades alimentares tradicionais e tornar o abastecimento alimentar dependente de um punhado de fornecedores mundiais a quem toda população do mundo teria de “prestar vassalagem”.
4.           A nossa alimentação é responsável por cerca de um quarto das emissões de gases de efeito de estufa GEE (considerado todo o ciclo produtivo, industrial, de distribuição e preparação dos alimentos – do prado ao prato), dos quais menos de um terço é na agricultura. Diminuir o consumo de energia associado com a alimentação é possível e desejável desde que sejam tomadas medidas simples, quer ao nível individual, quer de opções políticas: Assim, adquirir os alimentos nos mercados locais, produzidos localmente e na época é uma medida que faz diminuir fortemente os consumos energéticos com transportes e conservação de alimentos.
5.           A procura actual de alimentos mostra uma alocação de cerca de 50% da produção global de cereais e oleaginosas para a produção de rações animais para a produção de leite, ovos e carne. Só em Portugal, em 2008, segundo o INE, a população consumia cerca de 180 g/dia de proteína animal (peixe, ovos, carne e miudezas) valor este que é 3 vezes superior ao saudavelmente recomendado. A produção de proteína animal tem uma eficiência muito baixa sendo necessárias cerca de 7 a 12 unidades vegetais para produzir uma de origem animal. Assim, diminuir fortemente o consumo de produtos de origem animal é uma medida sustentável com menores impactes ambientais e promotora da saúde humana e diminuição da obesidade além de ser muito mais económico.
Neste sentido, o GEOTA propõe três medidas muito simples:
·                    Uma etiqueta verde para os produzidos localmente e disponibilizados na época (num raio de cerca de 100 km);
·                    Promoção nas escolas da alimentação saudável com integração do factor ambiental e da pegada energético-carbónica;
·                    Diferenciação fiscal dos produtos insustentáveis utilizados na agricultura e super-embalados para os mercados e em que há alternativas concretas e viáveis (em sede de IVA e de taxas sobre as embalagens não retornáveis).
 
 
     
desenvolvido com
Senso Comum lda
O GEOTA é uma associação de defesa do ambiente, de âmbito nacional e sem fins lucrativos, em actividade desde 1981